São João Del Rei

Minas Gerais…
LIBERDADE!
Mesmo que tardia!!
Os Bravos Inconfidentes
Lutaram
Para livrar
O Brasil
Do Jugo
Da Coroa Portuguesa!!

Luta inglória
Todos vencidos
Enforcados
Desterrados
Assassinados
Ultrajados
Qual o balanço?
Valeu a pena?
O Alto Afirma:
Tudo preparação
Do que está por vir…

Mas o que está por vir?
Pergunta o médium
Mais simplório!
Respondo eu:
O que está por vir
Necessita
De Bravos Brasileiros!!

Todos
Que levantaram
A bandeira da liberdade
Naquelas longínquas
Montanhas Mineiras
Passaram na avaliação
Do Pai!
E serão eles
Que conduzirão
O que está por vir…

Mas o que está por vir?
Insiste o médium simplório!
Desta vez
Tenho que dizer
Senão ele não vai parar
De perguntar
O que está por vir…
Ora!! É obvio!!
Liberdade!
Não era isso que
Eles buscavam?

Mas… balbucia
O meu amigo!
Liberdade já temos…
Faz tempo
Que o Brasil
Se libertou
De Portugal!!
Ah!! Se libertou
Mas não ganhou
A liberdade!

Afinal,
Quem pode
Sair à noite
Sem medo
De ser assaltado?
Quem recebe
Integralmente
Pelo trabalho duro?
Quem vota
E vê suas reivindicações
Serem atendidas?
Quem fica doente
E é cuidado com amor?
Quem paga impostos
E vê retorno em benefícios?
Ouvi: Ninguém?

Bem!!
A muitos anos terrenos
Mais precisamente
Cinquenta Anos
Os Bravos Brasileiros
Estão retornando
Um a Um
Joaquim tem dois anos
Tomás também
Alvarenga trinta
Claudio é um grande advogado
Rolim um comunicador
E muitos outros…
Que mesmo
Não participando
Do levante Mineiro
Lutaram
Pela Liberdade
De nosso País!!

Liberdade é isso:
Viver
Sem medo
Trabalhar
E receber o justo
Votar
E não se arrepender
Adoecer
E se curar
Pagar imposto
E não ser usurpado

Os Bravos Brasileiros
Estão voltando
E serão eles
Que darão
A Liberdade
A este povo sofrido!
Como tanto sonharam
Nas reuniões
Clandestinas
Ocorridas em
São João Del Rei
Ouro Preto
E adjacências!

Mas não só eles
Então voltando…
Suas esposas
Seus filhos
Suas mucamas
Seus escravos
Suas noras
Seus genros
Seus amigos
As fazendas mineiras
Sendo recriadas
No Século XXI !

Tomas e Poeta Estelar


O texto a seguir é parte integrante do Livro “A Caminho da Redenção” , elaborado por Dez Espíritos de Luz, entre eles Suyê Suzuki e Madre Tereza D’avila. Recebido através da canalização das energias do pensamento pela Médium Cristã, mãe e dona de casa Elza Horai. Para melhor entendimento deste texto e da Poesia acima, sugerimos aos amigos leitores, que estão acessando este blog pela primeira vez, que leiam os posts referentes as poesias “Família” e “Lentas Conquistas”.
“E as vidas se sucedem, o núcleo do Dr. Hassan, inclusive ele e seus pais Rubens e Raisa, voltaram a pisar em solo mineiro. A cidade agora com a temperatura ambiente muito mais amena que aquela sentida no Cairo. Por outro lado,  o fervilhar de acontecimentos nefastos que fugiram ao controle da antiga família, foi uma das provas mais difíceis que enfrentaram desde a Inquisição.
São João Del Rei respirava o anseio a Liberdade, neste final de Século XVIII, alguns membros da família Silva que não seguiram para o Egito, permaneceram em Minas Gerais, prosseguindo as pegadas de Jorge e Luiza. Especificamente Malaquias, o caçula dos nove irmãos, gerou filhos, que nesta vida formaram um núcleo dos Silva que interagiu com espíritos desgarrados de outras vidas, como Minélus, que apesar de muitas oportunidades recebidas após Constantinopla, ainda não se voltava ao crescimento.
Outros Silva, elegeram São João Del Rei para prosseguir, duas fazendas serão palco de muitas tramas recheadas de momentos de pura emoção e carinho, outros de injustiça e horrores. Carmem e José Maria, eram os proprietários da fazenda Santa Maria, tinham muitos pés de café e também muitos escravos, que tratavam com justiça  e respeito. Nana, era uma escrava que nasceu na fazenda, sempre viveu na Casa Grande, tinha mais ou menos a mesma idade de Carmem e quando foi “adotada” como a ama preferida da filha mais velha de Antônio Medeiros, o primeiro proprietário da fazenda Santa Maria e pai de Carmem, ela se mostrava tão integrada à família que em alguns momentos se sentia irmã de sangue da dona da casa, o que era compartilhado pela patroa, tanta a consideração  e o carinho.
Ana Francisca Medeiros de Alencar era a única do casal, veio ao mundo, através das mãos hábeis de Nana. Não houve tempo para trazer um médico da cidade, ela fez o parto com muito amor e agradecimento por trazer à vida a filhinha da patroa que ela tanto amava. A menina cresceu, cercada de muitos cuidados e inúmeros companheiros de folguedos, entre primos e filhos dos trabalhadores da fazenda. José Maria jamais se referia a eles como sendo seus escravos, eram seus auxiliares na lida diária, tanto é, que bem antes da assinatura da Lei Áurea, estes privilegiados brasileiros, recebiam salário e todos tinham sua carta de alforria – permaneciam  na fazenda por livre e espontânea vontade.
Negro Tobias era um dos escravos alforriados da fazenda Santa Maria, líder nato, ele induzia a todos a trabalharem com afinco, pois dizia, que a vida  de seus conterrâneos que não tiveram a mesma sorte de encontrar um patrão tão bondoso, era o inferno na terra. As notícias de escravos caçados como animais, torturados até à morte, chegavam todos os dias aos ouvidos dos incrédulos trabalhadores da fazenda. Mal sabia ele, que na próxima vida, novamente em uma fazenda brasileira, agora no estado de São Paulo, mais precisamente nos arredores da cidade de Santana de Parnaiba,  sofreria todos os maltratos e injustiças que tantas vezes lamentou ao ver seus irmãos africanos sendo alvos. Nesta vida, ele novamente cruzou com a sinhazinha Ana Francisca, mas desta vez, ela se encontrava desencarnada, aguardando reencarne em  Nápoles. Muitas vezes, ela  pairou sobre seu corpo coberto de feridas e hematomas para auxiliá-lo.  Este espírito de Luz, deu vida a Poesia “Larí… Laraí…” publicada neste blog. Os motivos de um espirito tão trabalhador e justo ter sido confrontado com uma vida tão difícil, serão detalhados na narrativa da vida em São João Del, Mariana e Ouro Preto.
Nana foi casada com negro Tobias enquanto encarnados na Fazenda Santa Maria, tiveram sete filhos. Gaspar e Ananias, foram os únicos que permaneceram com a família até a morte de Carmem e José Maria, dois desencarnaram ainda bebês, vítimas de febre amarela e três foram  vendidos pelo Coronel Antônio Medeiros, pai de Carmem e antigo proprietário da fazenda Santa Maria, que foi comprada por José Maria, dos cunhados, que não conseguiram mantê-la depois da morte de Coronel Antônio.  Quando Ana Francisca se casou com Ramiro Bastos, aos vinte e dois anos de idade, Nana pediu aos patrões que permitissem que ela fosse morar com D.Francisquinha – como se acostumou a chamar a menina que jamais fez qualquer tipo de malcriação a velha ama. Na fazenda da Vargem, a nova casa de Ana Francisca, viviam, além do sogro Claudio Bastos, seus cinco filhos, genros, noras e inúmeras crianças, netas do dono da propriedade.
Cada filho, tinha uma ala separada na Casa Grande, onde acomodavam seus filhos e serviçais, Nana ficou felicíssima de prosseguir morando na mesma casa que D.Francisquinha. Dr. Claudio, que era advogado, vivia em companhia de uma escrava de nome Adelaide, mãe de Aída e Perpétua.  Todos os filhos eram, como se denominava na época, bastardos, mas foram acolhidos e criados com muito amor pelo patriarca da família, três rapazes e duas moças. Ramiro, era o mais velho dos homens, estudou em Lisboa e também se formou advogado.
A vida prosseguiu tão feliz quanto antes, o único porém, era a mediunidade que trazia muitas alterações de humor em Ana Francisca, aliás, o motivo principal de seus pais desejarem que ela se unisse em casamento com Ramiro Bastos, pois acreditavam que com as atribuições advindas de um lar, onde teria que cuidar dos filhos e do marido, ela se esqueceria da mania que tinha de escrever “cartas” de mortos. Este fato, causou muitos transtornos à vida de Carmem, ela pensava que sua filha tinha sido influenciada por sua irmã Helena, que dizia para quem quisesse ouvir, que os mortos prosseguiam vivendo e poderiam se comunicar com os vivos. Carmem, pacifica por natureza, se desentendeu seriamente com sua irmã. Por este motivo, ficaram anos sem se falar, a amizade foi reatada, apenas quando Ana Francisca desencarnou, aos trinta e cinco anos,  ao lado de seu marido Ramiro. Os três filhos do casal, Jorge, Vicente e Isabel, com doze, dez e oito anos, foram morar na fazenda Santa Maria para serem cuidados por seus avós. Nana também retornou, auxiliou a antiga patroa a cuidar das crianças, até o seu desencarne, dois anos antes de Carmem. Nesta época, as três crianças já eram adultas, Vicente e Jorge já casados e Isabel, prestes a partir para se integrar a vida religiosa em um Convento no Rio de Janeiro.
Nesta narrativa, veremos sinhazinhas bem nascidas ajudando negros fujões, mal sabendo que estavam diante do avô que as ensinou a orar;  escravas que amavam tanto suas patroas que no futuro, novas oportunidades sob o mesmo teto lhes seria concedido; irmãos que dariam a vida para proteger seu par; complacência e amizade sincera entre cunhadas; alegria por coisa nenhuma, o espírito sorrindo ao se relembrar de cenas de companheirismo ocorridas em um passado distante; primos inseparáveis, companheiros de brincadeiras inocentes, parceiros na descoberta do amor infinito de Deus. Veremos também, muita dor, traição de todos os tipos, liberdade corrompida, amizades rompidas. Enfim, uma linda e comovente história de amor e coragem extrema, que fortaleceu ainda mais os laços ETERNOS da velha família de Constantinopla.”

 

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