A Fonte do Amor

“Fontana Di Trevi”
Indicava a plaquinha
Na rua estreita
Um local apertado

Diria eu,
Sufocante…
Cuja fama
Se deve a algo
Inimaginável

Quem olha uma foto
Pensa que é majestosa
E é!
Pensa que é ricamente ornada
E é!
Pensa que é a fonte do amor
Mas não é!

Foi fruto mesmo da discórdia
Entre duas famílias rivais
Arquitetos e artistas
Pertencentes
A cada um dos ramos
Quase se mataram
Para terem o privilégio
De agradar um…
Papa!

Papa?
Quer dizer,
Um homem igual
A todos os outros?
Bem, deixa prá lá…
Pois poderia ser
Um rei…
Uma rainha…
Um primeiro ministro…
Um grande magistrado…
Todos iguais a todos vocês

Imagina você!
Suscitando a ira
De duas famílias
Disputando um trabalho
Tão estranho quanto este…
Só para te agradar!!

Inimaginável?
Pois é…
Esta fonte “do amor”
Fez tudo isso
E muito mais:
Reafirmou o poder da Igreja
Afastou os pobres com tanto luxo
Pincelou o quadrilátero
Onde ela se encontra
Com a energia da discórdia
E tem mais…

Com o passar dos anos
Está posando de
Mágico de Oz
Jogou uma moeda
Fez um pedido
Plimm!!
O seu desejo é realizado!!

Quanta bobagem…
Toneladas de moedas
São retiradas
…de tempos em tempos
E… vão direto para o bolso
Daqueles que
Já tem o bolso recheado delas

Roma… Itália…
O berço do Renascimento
Onde muitos artistas
Tiveram
O privilégio
De expressar seu dom
Carrega
Em suas entranhas
O desamor
E a ganância!!

Certo seria,
Demolir tudo
Inclusive… lá…
Onde muitos
“homens iguais a todos os outros”
Mandaram e
Desmandaram
De olho apenas
Em acumular
Riquezas

Imaginem…
Um jardim maravilhoso
Com flores multicoloridas
Banquinhos singelos
Pássaros gorjeando
Fontes simples e serenas
Surgindo… onde outrora…

Gladiadores
E também irmãos
Foram devorados por
Animais selvagens

Onde outrora
Escravos
E também irmãos
Carregaram pedras
Sobre o ombro nu

Onde outrora
Serviçais
E também irmãos
Eram obrigados
A limpar as fezes
Dos membros da elite

Onde outrora
Imperadores
Absolutamente iguais
A todos os irmãos
Se colocaram
Acima do bem e do mal

O tempo passa
O Planeta se globaliza
Mas a energia fica…
O sangue prossegue escorrendo
A revolta prossegue palpitando
A tristeza prossegue acordada
O chicote prossegue estalando
A vida prossegue estagnada

Não querendo ser enxerido
Vou contar um pouquinho
Do que acontece
Quando médiuns mais evoluídos
Dão uma passadinha por lá

É arrepio pelo corpo
Vozes vindas não se sabe de onde
Imagens horripilantes
Tonturas, dores de cabeça, desmaios
E…
Uma vontade imensa
De sair correndo…

Agora, os também médiuns
Mas bem menos evoluídos
É foto assim
É foto assado
É passeio no Coliseu
É uma volta pelo Arqueduto
Uma visita ao Vaticano
E foto e mais foto
Para guardar, postar
E se lembrar…
De que?

Dos desmandos?
De momentos de ódio?
Sectarismo?
Abusos?
Onde a humanidade
Se esqueceu…
“Amai vos uns aos outros”

Aqueles que
Sonham um dia ir até lá
Que me perdoem!!
Gaste seu tempo
Com lugares
Mais aprazíveis
Onde a energia sutil
Está em equilíbrio
Com a paisagem
Desenhada
Pelo artista mais inspirado

Bem fez minha Amiga
Visitou a cidade
Acompanhada do marido
E o que ouço?
Que esquisito
Que estranho
Que lúgubre
Que triste
Que úmido

Parou diante da
Basílica de São Pedro
Olhou a fila
Que se formava ao redor
Concluiu…
Não vou entrar
Afinal aqui fora
Está um solzinho delicioso

Noossa!!
Disseram as amigas
Quando retornou ao Brasil
Foi a Roma…
E não entrou na Basílica?

Imaginemos
Que a Nova Era
Já chegou
Em definitivo…
Que a energia
Do Amor e da Benevolência
Invadiu cada cantinho
Deste predestinado Planeta

Pensemos juntos…
De onde vem
O Amor mais puro?
O Cuidado mais precioso?
O Carinho mais aconchegante?

A Segurança de que estamos protegidos,
Vem mesmo…
É do Hausto Divino!!
E estamos cobertos por ele
Mergulhados nele
Associados a ele
Mas por outro lado
Ele só adentra nosso Espírito Eterno
Com a nossa permissão!!

É por isso
Que só estarão
Presentes na Nova Era
Aqueles que deram
Sua permissão…

Pois nela,
Todos os cantinhos
Estarão preenchidos
Com a vibração do Amor
Em especial, todos os Espíritos
Alojados no interior dos corpos físicos

Então… tanto faz…
Dentro da Basílica de São Pedro
Ou…
Banhando-se no sol da primavera
O que importa mesmo
É a permissão…
De acolher o Hausto Divino!!

E por falar em Pedro…
Você acreditaria
Se eu dissesse
Que hoje,
Ele está tão vivo
Quanto você?
Não!!!
Então, deixa isso prá lá!!

Poeta Estelar


Permito! Pode entrar!

Só entra em nossa casa quem permitimos, só deixamos adentrar nosso lar aqueles que de uma maneira ou de outra provaram que são nossos pares. Um suposto ladrão ou mesmo alguém que nos olha enviesado terão sua passagem negada. Isto é absolutamente normal no dia a dia tumultuado de cada encarnado. É estranho imaginar que alguém possa conviver com alguém que não permitiu adentrasse em sua vida, mas é o que vemos em muitas associações, em muitos casamentos, em muitas instituições religiosas. Porque será? Não permitiu, mas concluiu que seria mais conveniente que a caminhada fosse partilhada em prol de benesses materiais e sociais.
Na verdade, interesses escusos ditam muitas caminhadas pelo mundo afora, nestes casos, a serenidade de um equilíbrio que traga lágrimas de emoção, abraços carinhosos, palavras sinceras jamais ocorrerá. O Espírito se fecha e não dá permissão que os acordes do amor vibrem, abrindo as portas do bem viver. Estamos imersos no Hausto Divino, energias sutis que envolvem tudo e todos, ou melhor, quase tudo. Portas cerradas, porque lá dentro vibra energias incompatíveis com o Hausto Divino é um passo certeiro para que não haja a mínima possibilidade de um sorriso sincero estampar a vida terrena.
Imaginemos seu espírito eterno como se fosse seu lar terreno, todos e tudo que é recebido em seu interior é cuidadosamente escolhido. Os critérios podem ser os mais diversos, mas nunca abandonando a premissa do gosto pessoal e da simpatia pessoal, quem quer que se sinta livre para emanar seu amor e sua solidariedade é bem-vindo. Tudo que de uma maneira ou de outra possa trazer beleza e harmonia aos cômodos onde você passa a maior parte de suas horas é bem-vindo.
O mesmo critério deveria ser eleito para abrir as portas de seu espírito eterno. Tudo… que após passar por um minucioso crivo que será base para a permissão de acolher algo ou alguém e que indica aprovação de acolhimento, agregará mais e mais vibração compatível com suas escolhas. O único ponto a ressaltar é: revejam de tempos em tempos os critérios de acolhimento, pois caso não estejam em sintonia com o Hausto Divino, este, jamais envolverá cada cantinho de seu espírito eterno, deixando-o insensível a serenidade de um equilíbrio que traga lágrimas de emoção… abraços carinhosos… palavras sinceras…
Aimanon Constantinus Crione

 

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