Tanta dor… Tanta atenção…

Ser vitima
De um acontecimento
Desastroso
Como
A morte de um filho
Se torna
Uma provação
Inqualificável

É  impossível
Mensurar,
A dor que
Atinge a vida…
Que enegrece
A consciência…
Que dilacera
O coração…

Nesses momentos
A dúvida
Da existência
Da Justiça Divina
Aflora
Como um cinzel
Retalhando
Convicções

Os pais
Se tornam
Reféns
Da própria
Revolta

Afinal,
Democraticamente
Os mais velhos
Tem preferência
No momento
De partir
Em direção
Ao Plano Espiritual

Vejamos
Sob
Outro ângulo,
Efetivamente
O Espírito é
Eterno
Não tem sexo
Não tem idade
Não tem profissão
O que ele
Carrega
São apenas
Tarefas
Pendentes…

O corpo físico
É mero ornamento
Sem ele
Não haveria
Possibilidade
De capacitar
O Espírito
A saldar
Antigos
Desalinhos

Então,
O que há
De errado
Do filho
Partir
Antes
Dos pais
Considerando-se
Que o corpo físico
Abriga um
Espírito
Que
Cumpriu
Suas obrigações?

Nada de errado!
Se não há
Mais necessidade
De ficar aqui
O Universo Bendito
É o Lar Verdadeiro

Se o corpo físico
Abriga
Um Espírito
Que nasceu
Em uma família
Que segmenta
Suas atitudes
Impedindo
Que o Espírito
Prossiga
Evoluindo…

A partida
É uma
Justa medida

Se o corpo físico
Abriga
Um Espírito
Que de posse
Plena
De seu livre arbítrio
Se nega
A se recordar
Que a vida terrena
É uma oportunidade
De melhorar-se

A partida
Acelerará a evolução
Começar de novo
Pode ser um
Santo remédio

Se o corpo físico
Abriga um
Espírito
Que conscientemente
Destrói
Sua morada
Com
Drogas
Bebidas
Orgias
Cigarro

Nada mais justo
Que voltar
Ao Plano Espiritual
Para rever
Ensinamentos
Não assimilados

Se o corpo físico
Abriga um
Espírito
Efetivamente
Preguiçoso
Invejoso
Mentiroso
Orgulhoso
Vaidoso
Que se
Recusa
A se voltar
Ao crescimento

Porque
Prosseguir
No Planeta Terra?
O melhor
É sentar-se
Novamente
Nas Escolas
Das Colônias Espirituais

Se o corpo físico
Abriga um
Espírito
Que caminha
Em direção
A sutilização
De sua essência
Mas novas
Tarefas
De auxilio
O aguardam
Em outras
Paragens

Partir
É algo
Absolutamente
Correto
Trabalhadores
Devem estar
Onde
Há trabalho
A ser feito

Portanto…
Incorreto é:
Duvidar
Da Justiça Divina

A dor…
Sentida
Pelos que ficaram,
Nada mais é
Que falta
De fé
No atencioso
Cuidado
Do Pai Maior!

Poeta Estelar
by Elza Horai


Tanta Alegria… Tanta Vibração…

Meu Deus!! O Céu existe mesmo? Como assim! Meus amigos que já morreram vieram me felicitar? Vovô e vovó estão aqui para me abraçar! Mas meu pai, minha mãe, não param de chorar, preciso ficar com eles. Perguntas e afirmações absolutamente comuns, no momento seguinte ao Espirito se separar definitivamente do corpo físico. Legalmente está morto, com atestado de óbito e tudo mais, mas vive… respira, apesar de não precisar… pensa, apesar de duvidar… chora, apesar de lágrimas não ter. O espírito se desprendeu finalmente do corpo físico, uma alegria para uns, um tormento para outros. O pai chora, a mãe grita, se desfazendo em lamentações. O filho estupefato, não sabe para onde olhar. Se para o Alto, onde parentes e amigos aplaudem ou se para baixo, onde o quadro é bem diferente.
Independente do que ele decidir, ainda terá alguns dias para meditar, repensar, avaliar a vida que se findou. Amigos preparados pela espiritualidade para convencê-lo que a partir de agora, novos horizontes, novos objetivos serão traçados, tentarão explicar-lhe o porquê desta sensação que nada de fato aconteceu. Caso não tenham êxito nesta tarefa, o filho se grudará em seu antigo quarto, e a partir daí, muito trabalho será dispendido para que o progresso prossiga. Talvez o termo “grudará” seja um tanto quanto chocante, mas é exatamente isto o que acontece, o Espírito, em busca de manter as antigas sensações que lhe são conhecidas se recusa a ocupar o seu lugar no Universo Infinito, se atem as dores dos que ficaram e coloca uma pedra em seu processo evolutivo.
Sentimentos de profunda perda, não há razão para se agregar à vida dos que ficaram e muito menos daqueles que partiram. Como já dissemos anteriormente, o Planeta Terra é uma Escola para alunos repetentes em algumas matérias, portanto, é natural que a vida terrena seja eleita como a mais preciosa, afinal, todos estão aqui, para entender que este é o maior engano que alguém pode cometer. Mas convenhamos, o pai que perdeu o filho não quer saber se a vida terrena é mais ou menos importante que a vida eterna. O que ele tem certeza, é que o amor que nutre por aquele que lhe foi entregue por Deus é tão imensuravelmente grande que aceitar uma ruptura tão drástica é praticamente impossível. O que temos a dizer a respeito disso é: O Amor é intocável, nada, jamais o destruirá. Tenham paciência, que breve, o badalar dos sinos que dá ritmo a evolução se fará ouvir.
Osmar Silva
Membro da Plêiade do Amor Universal

 

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