A Família Displicente

Existem
Todos os tipos
De Famílias
Podemos qualificá-las
Em inúmeras categorias

Existem
As Famílias Musicais
As Famílias Bailarinas
As Famílias Fofoqueiras
As Famílias Espirituais
As Famílias Chefs de Cozinha
E tem também…
As Famílias Displicentes

Aposto que
Esta última categoria
Causou uma interrogação?
Será que deixar
De ligar para tia distante
É ser displicente?
Ou quem sabe…
Esquecer de fazer o jantar?
Deixar os filhos
Irem para a escola
Com o uniforme rasgado?
Não se lembrar
Do aniversário do marido?

Nada disso!!
Isto é esquecimento
Correria
Ou talvez,
Pequenos deslizes…

O que eu quero dizer
É DISPLICÊNCIA!
Na verdadeira
Acepção da palavra!
Não ter cuidado
Com nada!!

Com a saúde
Com a vida terrena
Com a vida espiritual
Com as amizades
Com os filhos

Preciso começar
Explicando
Duas palavrinhas:
“medo” e “receio”
Ter medo é maléfico
Ter receio é benéfico
Como assim?
Pensaram
Que era a mesma coisa?
Pois não é…

O medo
Amarra
Altera
Cega

O receio
Impede
Ampara
Protege

Você comeria
Uma tonelada
De fritura
Se tivesse
Medo de engordar?
Não!
Mas também
Não comeria pão,
Arroz, nem macarrão…

Isto é sensato?
Acredito que não!
Se tivesse
Receio de engordar
Comeria um pouco
De cada alimento

Afinal,
As vitaminas
Os sais minerais
As proteínas
São tão importantes
Quanto as gorduras
Os carboidratos…
Todos os alimentos
Em quantidade adequada
Trazem saúde
E não engordam

Bem,
E a Família Displicente?
Ela não tem receio de nada…
A mãe,
Deu comida pros filhos
Até passarem
Dos cem quilos
O pai,
Deu autorização
Para subirem
Em uma máquina perigosa
Mesmo antes
De terem idade
Para tirar o título de eleitor

Foram muito mais
De trinta anos
Sem receio
De levantar o dedo acusador
Sem receio
De maltratar inocentes
Sem receio
Dos ajustes do Alto

E o que vemos agora?
A comida decretou
A morte de um filho
A máquina perigosa
Deixou outro
Definitivamente aleijado
E mesmo assim
A displicência
Prossegue firme

Ou melhor,
A arrogância
Prossegue firme
Que receio que nada?
Mandou dar
Uma benzidina
Pode deixar o portão aberto
Que bandido não entra

Mas,
Como assim?
Ajustes do Alto?
Bobagem…
Receio?
De que?
Ser Amigo da autoridade
Já basta!
Doar dinheiro pra igreja
Já é o suficiente!
O resto
É crendice
Falta do que fazer!

Tenho o prazer
De reafirmar
Família é um tesouro!
Cuidar com Amor
É obrigação!
Ter receio
Das armadilhas
De um Planeta em Evolução
É sensatez
Ensinar para os
Mais novos
Os Ensinamentos do Pai
É Luz na caminhada

Portanto,
Família Displicente
As aparências
São nuvens fugidias
Que mais cedo
Ou mais tarde
Se dissipam
E deixam à mostra
A realidade cruel
Da dor e do afastamento
Dos Amigos terrenos
Dos Amigos do Alto

O tempo não volta,
Mas o futuro
Ainda não chegou
Elejam uma
Profunda reflexão
Como uma maneira
De saudar
Os Novos Tempos

Se o resultado
Da reflexão for:
Preciso ter receio
Para preservar
A vida futura…
Então comecem
Pedindo perdão
Para aqueles que fizeram sofrer
Para os filhos
Que inocentemente
Foram carregados
Pelas amarras da displicência
Para os primos
Para os sobrinhos
Para os amigos…

Acabada esta fase
Recomecem
A formatar
A relação com Deus
Ah! E não se esqueçam
De agradecer!

Em primeiro lugar
Ao Pai Celeste
Que é extremamente paciente
Pois se dependesse
De merecimento
A muito já
Não haveria
Atenção

Em segundo lugar
A Familiares desencarnados
Que não se cansam
De pedir
Mais uma chance…

Em terceiro lugar
A Amigos terrenos
Que a muito
São o baluarte de apoio
Para que não sejam
Esquecidos por Amigos daqui

E não me refiro
Aqueles que se refastelam
De tanto comer
Nas festas, regadas
De interesse e baralho

Acredito que já
Deu para entender…
Mas vou ser mais claro:
O casal…
Que se uniu
Para trazer ao mundo
O bebê da Nova Era
Que seria o
Porta voz
Da Doutrina Espírita
Expandida

Ou seja,
Mesclada com os
Ensinamentos serenos
De Nosso Senhor Jesus Cristo
De Massaharu Taniguchi
De Sakyamuni
Sem muros
Sem discriminação

Está tendo
Mais uma
Oportunidade!
Um conselho:
Agarrem com unhas e dentes!
Quem sabe
Esta não é a última!!

Ah!
E o bebê da Nova Era?
Ele não renasceu…
Devido
A falta de receio
A descuido
A arrogância

Mas…
Não se preocupem
Ele chegou!
O Pai Celeste o entregou
A outra mãe
A outro pai
Que cuidaram dele
Com muito Amor
O ensinaram a ser
Um homem correto
Justo
Trabalhador
Com receio
De transgredir
De se afastar de Deus!

Foi alimentado
Com cuidado
Atendido
Nas menores dúvidas
Com liberdade
De fazer suas
Próprias escolhas
Enfim,
Está pronto!

O mesmo não posso dizer
Dos Meninos de Ouro
Por arrogância
Por displicência
Por falta de cuidado
Eles estão conosco
E ainda vai demorar
Para estarem prontos

Quem sabe,
Se o arrependimento
For sincero
E a vida terrena
Retraçada
Ainda haja tempo
Para recebê-los
Como netos!!

Poeta Estelar


Abandono Velado

A vida é uma sucessão de acontecimentos regidos por um grande Maestro. O músico pode se colocar em posição de tocar uma bela canção, apurar os ouvidos, se focar nos gestos do condutor da orquestra e… não acompanhar as notas dos outros instrumentos, ou melhor, desafinar. Neste caso, dependendo de sua sintonia com os outros companheiros, este deslize pode passar despercebido. Na vida também é assim, pode-se errar e ser resgatado por amigos fiéis.
Mas se o Maestro pedir para reiniciar tudo novamente e o musico se negar, dizendo que não errou? Neste caso, considerando-se que o Maestro é aquele que compôs a orquestra, distribuiu os instrumentos de acordo com a aptidão musical de cada um, enfim, o coração de toda harmonia que carregará os acordes musicais de acordo com o que foi projetado pelo autor, não há o que contestar. O Musico displicente poderá ser punido com o afastamento compulsório, mas, o mais provável, considerando-se que o Maestro conhece as características de cada um, é que ele seja convidado a rever sua postura e, se for o caso, voltar a aprender musica desde o solfejo.
Na vida terrena também é assim, não é permitido desafinar, pois a música resultante do comportamento do indivíduo desafinado não estará em sintonia com os acordes do Alto, mas mesmo aqueles que não realinham o comportamento, se portam com arrogância e afirmam categoricamente que os certos são eles, sempre terão acolhimento, mesmo que os ajustes demorem centenas ou até milhares de encarnações.
O abandono é uma característica especifica dos homens terrenos, Deus não abandona jamais. Abandonar pais em asilos, abandonar os filhos dentro do próprio lar, abandonar animais na beira da estrada, abandonar os amigos quando já não são mais úteis, é uma postura fadada a implosão. Mas o abandono velado é uma das piores formas de abandono, a vítima não tem como se fazer ouvir, aparentemente são bem tratadas, acolhidas, mas na verdade, sua vida corre a mercê da sorte, este é o tipo de abandono mais cruel que existe pois sob a ótica terrena está tudo certo e sob a argumentação daquele que abandona é difícil reconhecer que estão incorrendo em um erro terrível que vai gerar débitos futuros. Como Deus é sábio e tudo o que vem das esferas celestiais é perfeito, não reconhecer erros é um detalhe insignificante perante a vibração densa que é gerada por tais atitudes, e é ela que determinará o futuro: Prosseguir estudando na Escola da Vida.
Aimanon

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