Vida Vazia

Por que reclamar
Se motivo não há!
O pai militar
Sempre ensinou
A valorizar
Cada centavo
Mas sem se colocar
Como sovina

A mãe professora
Ensinou a amar
A agradecer
Cada presente
Oferecido por
Deus Pai

A avó prestativa
Mimou
Acalentou
Cozinhou
Ensinou a orar

O avó brincalhão
Jogou amarelinha
Abraçou
Trouxe chocolate
E muito carinho

Os irmãos
Todos mais velhos
Protegeram
Ampararam
Levaram pra passear

Mas e agora?
Depois da segunda
Década de vida
Nada acontece!

Faculdade…
Entra e sai
Namoro…
Começa e termina
Amizades…
Hoje uma e amanhã outra
Trabalho…
Nada
Religião…
Nenhuma
Agradecimento…
Nenhum

Se analisarmos
A infância
A adolescência
A juventude
Teve de tudo…
Preocupação
Cuidado
Amparo
Festa de aniversário
E porque tanta
Insatisfação?

Querem saber mesmo?
Falta de vergonha!
Acostumou-se
Em ser o centro
Das atenções
E agora pensa
Que é a Rainha de Sabá!

Então…
O pai
A mãe
Os irmãos
Os avós
Exageraram nos cuidados?
Por isso deu
Tudo errado?

Não!! Nada disso!!
O que aconteceu
É que ela renasceu
Para brigar,
E muito…
Pelos pobres
Pelos oprimidos
Pelos indigentes
Por isso uma família
Tão estruturada…
Ela precisava
Embasamento
Moral
Espiritual
Material
Para se preparar…

Bem…
Então ficou com medo?
Não, ficou mesmo
É com PREGUIÇA…
Ela e todos os outros jovens
Como ela
Sabem exatamente
Porque renasceram

Se nos deparamos
Com um deles
Com idade suficiente
Para se lançar
Ao cumprimento
De sua missão terrena
Reclamando
Que a vida é madrasta
Que não encontram
Um meio de preenchê-la
Estão diante
De alguém preguiçoso!

A jovem desta Poesia
Não faz nada…
Não estuda
Não trabalha
Não vive
Só reclama
E não larga o celular

Se em algum momento
Ouvisse seu mentor
Iria direto
Ao orfanato
Na esquina de sua casa
Preencher seu tempo
Brincando com as crianças
Abandonadas por
Pais ausentes

Na semana seguinte
A esta decisão
Uma nova intuição:
Vá estudar Pedagogia!
Caso o ouvisse novamente
Na faculdade encontraria
Muitos amigos
Entre eles
Seu futuro marido

Depois de
Alguns meses
Preenchidos
Com a alegria que
Proporcionava as crianças
Seria intuída
A fundar uma ONG

Caso ouvisse
Esta intuição
Sua vida se
Transformaria totalmente
Nada de reclamação
Nada de celular o dia todo
Nada de insatisfação

Mas…
Por enquanto
Os ouvidos…
Estão tapados
A mente…
Encoberta com o véu
Da arrogância
O corpo…
Descansando sobre
Os lençóis cheirosos
O espirito…
Se ligando
A outros espíritos
Tão preguiçosos
Quanto ela

Mas há solução?
É claro que há!
É só deixar
De ser teimosa
E ouvir
O que seu mentor
Tem a dizer!

Poeta Estelar


O mal do Século

Como sabemos, a história terrena é marcada por acontecimentos que muitas vezes mudaram totalmente o desenrolar de cada existência, não me refiro apenas às guerras, as moléstias, os grandes ajustes geológicos, mas também a posturas de cada indivíduo encarnado. Houve época, que a arrogância se destacou, trazendo consequências inimagináveis: homens servindo de “escravos” a outros homens, todos irmãos. Em certas oportunidades, o clamor por liberdade falou mais alto, trazendo à tona a coragem e a busca por justiça. Certa feita, colocou-se a inteligência à disposição dos Amigos do Alto e muito se descobriu, caracterizando um período de progresso nunca visto, graças à generosidade que imperou naqueles tempos. Não é preciso esmiuçar muito para descobrir muitos feitos, benéficos ou maléficos, calcados em decisões pessoais, que pouco a pouco foram agregando outros indivíduos, acabando por fincar marcos que estão descritos com detalhes na história da humanidade.
Falar em mal do Século, é abrir um leque de situações que demorariam dias para serem descritos, mas vamos nos focar em apenas dois pontos: a preguiça e a vaidade. É certo, que o que se vê no Século XXI é fruto de posturas que começaram a ser fomentadas no Século XX ou até mesmo, muito antes, mas que nos dias atuais se atingiram o ápice. A conclusão é, não pode se prosseguir do jeito que está. A escravidão autorizada teve um fim, a busca de liberdade e justiça estão cada vez mais evidentes, a interação com Amigos do Alto já não suscita tanto medo. Enfim, o dia a dia foi decretando o fim de atitudes equivocadas e o alvorecer cada vez mais evidente daquelas que trazem benefícios e leveza.
Começando pela vaidade, podemos afirmar com toda certeza que ela é fruto da arrogância e da falta de entendimento que o corpo físico é mero veículo de acolhimento ao Espirito Eterno. Todos têm a real medida de sua transitoriedade, mas se negam a aceitar que oitenta… noventa anos, as vezes muito menos é seu prazo de validade. Chegou na data de vencimento, descarta-se, portanto, afirmo que a vaidade está fadada a desaparecer, pelo simples fato que os filhos de Deus estão se movimentando para “ouvir” o que seus mentores têm a dizer. A conclusão que se chega é óbvia: Necessita-se equilíbrio entre o corpo físico, mental e espiritual. Sem isso, não existe reforma íntima, a qual será o passaporte para se adentrar a Nova Era.
Cuidar do corpo físico, oferecendo a ele alimento de boa qualidade, higienização periódica, cuidados básicos com a aparência, vestimenta confortável é mais do que suficiente. Porque tantos check-ups? Tanta consulta médica? Tanto remédio? Tanta preocupação com as rugas, as gordurinhas, a flacidez, as olheiras? Tantas horas gastas em Academias? Se a resposta for… deixar o corpo mais ágil, mais magro, mais apresentável, mais saudável. Esqueçam. Um Criador tão perfeito que elaborou um projeto de corpo físico tão espetacular, cuja memória genética está enroladinha em uma fitinha, cuidadosamente dobrada e guardada em uma célula invisível a olho nu, teria o esquecimento de delegar aos filhos terrenos a tarefa de ficar checando periodicamente se ele está funcionando direito? Não teria o cuidado de elaborar um mecanismo que a partir da alimentação equilibrada se auto renovasse?
A vaidade gera… a preguiça, a inveja, a maledicência, a mentira, o materialismo, o afastamento de Amigos do Alto. Analisando ponto a ponto, um conjunto de consequências que impedem a evolução do Espirito Eterno, o objetivo primeiro de se receber a concessão de estar de posse momentaneamente de um corpo terreno. Preguiça é estagnação, é  ficar parado no tempo e no espaço. Se o objetivo é evoluir, no momento que que se agrega a preguiça, a vida física, mental ou espiritual, é impossível atingir esta meta, pelo menos, durante este período de concessão, gentilmente oferecido por Deus Pai.
 
Aimanon

 

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