Nau sem Rumo

Acordar
Bocejar
Lavar o rosto
Tomar café
Correr pro trabalho…

Trabalhar
Almoçar
Bocejar
Trabalhar novamente
Correr pra casa…

Sentar-se no sofá
Tirar os sapatos
Ralhar com as crianças
Gritar pra patroa
“Tô com fome”
Comer
Assitir TV
Correr pra cama…

E agora comece a ler
Novamente
Isto por
Milhares de vezes
Tudo igual
A ontem
A ante ontem
A traz ante ontem
Enfim,
A amanhã
A depois de amanhã
A depois depois de amanhã

E assim…
Anos e anos se passam
E você não entendeu nada
Que entre uma palavra e outra
Devia haver
Um carinho
Uma doação
Um passeio
Um elogio
Um afago
Um agradecimento
Uma oração
Um aprendizado
Inúmeros outros
Uns e umas
Que nunca foram dados
Que nunca foram sequer cogitados

E hoje,
Quando não será mais
Necessário começar novamente
Pois a última entrada
No palco
Já aconteceu…
Porque estes olhos esbugalhados?
E esta pergunta irritante:
Prá onde eu vou?

Quer saber mesmo?
Vou te dizer só por compaixão
Pois você merecia mesmo
Era ir pro curral
Morar com os bois
Que de manhã
São amarrados aos paus
Que sustentam as pás
Que girarão até o entardecer
Moendo os grãos de milho

Afinal…
Depois “desta vida”
Dia após dia
Tudo igualzinho
Você poderia prosseguir
Fazendo a mesma coisa
Tudo igualzinho

Pra onde eu vou?
Ah! Perdão!
Ainda não respondi
Você vai pra escola
Começar do primeiro ano

Como assim?
Já sei ler e escrever!
Mas não é isso que
Vai aprender
O programa dos cursos
Desta escola é outro!
É aprender a amar
É aprender a valorizar a família
É aprender a não desperdiçar tempo
É aprender a derrotar o mau humor
É aprender a louvar a Deus
É aprender a agradecer

Se estudar bastante
Quando voltar novamente
Adeus sofá
Adeus TV
Adeus ranhetice
Adeus trabalhar sem vontade
Adeus fazer da esposa empregada
Adeus gritar com os filhos
Mas se não se esforçar…

Desculpe
A próxima vida
Será em um outro Planeta
Na Terra…
Só viverão
Os estudantes
Merecedores de
Menção Honrosa!

Poeta Estelar

by Elza Horai


Aimanon Constantinus Crione pede a palavra :
O Texto a seguir é da autoria de Osmar Silva, um espírito que desencarnou na década de oitenta do Século passado, e hoje, é o mais atuante membro da família Silva do Plano Espiritual. Foi ele, que no dia vinte e três de maio do ano de 1983, conseguiu, por força de seu grande amor, trazer aos homens terrenos a possibilidade de neste momento de transição, acessar verdades nunca antes colocadas de uma maneira tão direta e de tão fácil entendimento. Tive a honra de partilhar pela primeira vez a vida terrena com ele, em Éfaso, alguns anos após o desencarne de Nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje, juntamos nossas forças, para que o “plano” Celestial de premiar aos Homens Terrenos com um Novo Planeta Terra, se concretize. A partir da publicação desta inspirada Poesia, todas as outras que virão, serão complementadas por um pequeno texto elucidativo do assunto abordado. Eu, Aimanon Contantinus Crione e Osmar Silva nos revezaremos na confecção de cada texto.

Direcionando a Nau

Lentamente estamos avançando em direção a um objetivo que nos parecia muito difícil de ser alcançado. Isto porque, nada do que permeia o Universo ocorre à revelia da Lei de Ação e Reação e com o Planeta Terra não poderia ser diferente. Ocorre que, sendo habitado por homens sabidamente em processo de aprendizado, visando o que meu amigo Poeta Estelar tão bem coloca em suas Poesias – a formatura; sentíamos que os deveres não concluídos estavam se avolumando e as ações que visam o equilíbrio e o aprimoramento, sempre deixadas em segundo plano. A partir da segunda década do Século XX, se estendendo até meados da década de setenta do mesmo Século, o ápice da arrogância foi atingido, a reação do Planeta seria uma só: A Terceira Guerra Mundial. Consequentemente a aniquilação da vida e a implosão de todos os sonhos do Alto,  em especial, do nosso irmão Maior Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu o seu sangue para Salvar seus irmãos terrenos.
E porque a tão temida Guerra não ocorreu e não ocorrerá? É claro que não foi por obra dos mandatários das grandes potências da época, pois em defesa de “interesses” de suas nações; mais de uma vez, um e outro, estiveram a um fio de dar o tão temido ultimato. Não o fizeram, em prol de “interesses” próprios e não por amor aos milhões de inocentes que sucumbiriam. A partir daí um fio de esperança começou a se delinear no horizonte e não graças as mãos que não apertaram o botão “destruam tudo”, e sim, as orações, os pedidos sinceros, milhões de pais, de mães, avós, que ofereceram a sua vida para preservar o Lar que acolheria seus sucessores. As vibrações causadas por tantas vozes que se levantaram em defesa da Paz, foi tanta, que uma nova oportunidade foi dada. O Pai avaliou e determinou que os filhos terrenos eram merecedores de um tempo maior para que os ajustes necessários, anulassem a reação de tantos deslizes cometidos, desde que seu Filho Dileto sucumbiu. Pouparia aqueles que se voltassem a fazer frente ao aprendizado renovador, motivo da nova oportunidade encarnatória.
Nesta época, eu era um jovem de classe média baixa, morava em uma casa de madeira em uma cidade Paranaense; cedida por meu cunhado, que hoje, é uma voz que sopra nos ouvidos de seus filhos e netos terrenos, da necessidade premente de se voltar ao crescimento espiritual. Em companhia de minha mãe, eu também orei muito pela Paz Mundial. Os noticiários nos deixavam temerosos pelo futuro, mas nada podíamos fazer, além de nos unirmos ao redor da Cruz de Nosso Senhor e pedir discernimento aos donos do Poder. Agora sei, que fui eu, minha mãe, minha sobrinha, meus vizinhos, meus amigos do Paraná, meus amigos Brasileiros, meus irmãos habitantes de todos os rincões deste imenso Planeta que foram os responsáveis pelos anos tranquilos que se sucederam à Guerra Fria.
Talvez a palavra “tranquilos” seja inadequada, mas mesmo assim, acredito, que viver sem medo de ser aniquilado por uma bomba vinda do céu, já é motivo de mais equilíbrio. Muitos anos se passaram, desde aqueles episódios lamentáveis, isto, sem citar a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, frutos da arrogância e da imagem distorcida da real importância dos seres humanos. O Século XXI despontou trazendo com ele alguns pouquíssimos progressos, mas mesmo assim, suficientes para que o equilíbrio continuasse.  A partir do Ano Terreno de 2016 o tempo excedente concedido generosamente pelo Pai Celeste atinge seus últimos e derradeiros momentos. Não há um minuto a perder, tempo desperdiçado, é menos vibração sutil que irá compor o seu Espírito no momento que se apresentar para o julgamento final. Acredito que já foi feita a leitura da Poesia “Nau Sem Rumo”, lá está tudo que tem que ser feito. Só um detalhe, a história desta Poesia se passa no final do Século Passado, portanto, ainda havia tempo de reencarnar no Planeta Terra novamente, agora não, todos os desencarnes ocorridos a partir do Ano de 2016, cujos Espíritos não se voltaram a sutilizar sua energia consciencial, ou seja, vidas e vidas pautadas pelo comportamento de nosso personagem, deverão voltar ao início.
O que significa voltar ao início? Significa recomeçar do zero, em outro Planeta, onde o aprendizado deverá ser retomado a partir da valorização do trabalho; abrangendo todos os níveis de trabalho, não só o trabalho físico, como o trabalho de descobrir o porque da sensação de que nada que nos rodeia foi obra do acaso. Esperamos que desta vez, nenhum TRABALHO seja delegado a terceiros, cada um, deve aprender que a porção de tarefas que lhe cabe, é pessoal e INTRANSFERÍVEL, em especial, buscar respostas para as dúvidas que acomete cada ser humano desde o início dos tempos.
O Pai autorizou que eu redigisse este texto e minha sobrinha publicasse em um meio de comunicação, sem alarde, baseado na premissa, que cada ser humano recebeu o dom da inteligência para auxiliá-lo a desvendar os mistérios que o rodeia e possibilitar a tarefa de cuidar e alimentar sua prole, temos certeza, que todos os que buscam utilizar este dom com estes fins precípuos chegarão a exata conclusão que tentamos transmitir nestas poucas palavras.
Tudo está sendo conduzido pelo Alto para que a partir do Ano Terreno de 2016, os espíritos encarnados no Planeta Terra tenham a oportunidade de parar, raciocinar e providenciar todos os detalhes imprescindíveis para que seu espirito vibre em ressonância com os irmãos encarnados e desencarnados que já são merecedores de adentrar a Casa de Deus.
A afirmação “sem alarde” foi utilizada, porque esta é uma tarefa solitária, não haverá divulgação maciça nos meios de comunicação, nem ao menos, uma declaração que seja por parte de minha sobrinha, a respeito deste texto. Aquele que realmente está transformando em busca, a sensação de entender o porque de tanta alegria, com o simples fato de imaginar um Novo Planeta para seus filhos e netos, e ao mesmo tempo, a impressão de impotência diante de tantos desiquilíbrios, fatalmente chegará as mesmas conclusões  contidas nestas linhas. Isto não quer dizer que aqueles que já vislumbram a luz no final do túnel, não estendam suas mãos aos irmãos que querem se ajustar, mas não sabem nem por onde começar. Todas as Poesias e textos contidos neste blog são a ferramenta, a vontade é o combustível, o discernimento é o mapa para prosseguir ao lado do trigo no Novo Planeta Terra.
Amigos, aqueles que estão tendo a oportunidade de ler estas linhas se coloquem no lugar de alguém, que por algum motivo, foi presenteado com algo que carrega o Amor e o Carinho de Nosso Pai. O objetivo deste presente, não é premiar um ou outro isoladamente, e sim, convocar a todos que desejarem auxiliar neste momento de transformação, a utilizar as colocações, as justificativas, as verdades submetidas ao prisma da inteligência, contidas ao longo deste trabalho de Amor.  Não há necessidade de se assustar, nem ao menos temer o final dos tempos; o que nos resta, incluo aí, todos os desencarnados no presente momento, todos os encarnados, independente que nacionalidade, credo ou nível social, é TRABALHAR. E trabalhar com afinco, sem colocar barreiras invisíveis, que são a técnica daqueles que não se submetem a “perder” tempo com tarefas não remuneradas. O trabalho é imenso, os trabalhadores poucos, mas no final a glória de ter um novo Lar, limpo, livre das mazelas da poluição, da inveja, da exterminação indiscriminada de animais preciosos, da arrogância, enfim, milhares de desvios cruéis que os homens tão bem cultivaram durante milênios e milênios.
O Planeta Terra, será, brevemente, a seara de Amor dos filhos bem-aventurados, conforme o Pai planejou no momento da Criação do Universo. O único pré-requisito para prosseguir pisando este solo abençoado, é rever suas crenças, ponderar ponto a ponto e concluir qual o motivo de não incluir a Reencarnação e a Lei de Ação e Reação entre as verdades primeiras. Caso, estas verdades indiscutíveis já façam parte do arsenal de conhecimento verossímil que abrange suas crenças, se lance a reforma interior, elimine todos os sentimentos, atitudes e pensamentos sabidamente de baixo calão que permeiam o seu dia a dia e estará pronto para usufruir ao lado de seus amigos e familiares, que também fizeram jus ao pré-requisito, de um Novo Planeta de Regeneração.
A aqueles que ainda se sentem incapazes de aceitar estes dois conceitos, indubitavelmente verdadeiros, tenho uma rápida explicação para dar. Desde o início dos tempos, todos os seres humanos trazidos por Deus Pai para povoar este Planeta, tinham no subconsciente a impressão que havia algo a reverenciar, algum Criador, responsável por tantas paisagens maravilhosas, tantos pássaros multicoloridos, rios, cachoeiras, enfim, incontáveis mistérios, que só alguém absolutamente poderoso poderia ter elaborado.  Esta impressão era da totalidade dos habitantes deste Planeta, mas apenas alguns, tiveram a iniciativa de pesquisar mais a fundo. Estes seres humanos eram “homens iguais a todos os outros”, apenas com mais vontade de descobrir os mistérios que envolviam a vida de todos. Os “homens preguiçosos”, sabedores que um grupo de conhecidos estavam dispostos a descobrir o motivo de tal sensação, ficaram esperando as respostas, sem se preocupar, de eles mesmos tentarem descobrir por si só. Se dobraram a preguiça e apenas esperaram.
Passado algum tempo, as respostas foram chegando aos poucos. Algumas tão maravilhosas que os “homens preguiçosos”, acostumados a ver para crer, não acreditaram. Outras, carregadas de punições e ordens expressas, as quais convocavam a todos a aceitar “um homem igual a todos os outros” como intermediário do RESPONSÁVEL por tantas belezas. Esta segunda alternativa veio de encontro a necessidade de muitos preguiçosos, de ver, tocar, reverenciar alguém de carne e osso como ele, assim se instalou o maior erro que a Humanidade poderia ter cometido durante a sua evolução, mas tudo, já previsto por Deus Pai, tanto é que nestes momentos de ajustes para a  Nova Era, ficamos com a incumbência de colocar no papel toda a verdade que permeia a relação entre os Céus e a Terra.
Resta saber, se as meias verdades trazidas pelos “homens iguais a todos os outros” serão substituídas pela transparência do Amor legada aos filhos terrenos por Deus Pai Todo Poderoso. Todos prosseguirão sem poder ver e tocar o Criador mas as voz dos intermediários se calarão, à partir do momento que os filhos já saturados de tantas promessas não cumpridas se munirem do dom mais precioso legado por Deus – a inteligência – e começarem a buscar a leveza da relação entre o Pai para com o Filho.
Osmar Silva

 

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