Milano

Arturo!!
Gritou o pai
Levante-se
O trabalho te espera!
A ladainha
De todos os dias
Novamente repetida
Filho preguiçoso
Filho relapso
Filho beberrão
O que fiz por merecer?
Pondera Gaspar…
Homem trabalhador
Homem reto
Homem cumpridor
De seus deveres
Como filho de Deus!

Já vaiii !!
Responde
O rapaz barbado
Que mal
Sabe limpar-se
Que chatice marido!
Interfere a mãe
Cega de amor
Você só implica
Com nosso menino!
Ele precisa se casar…
Uma moça rica
Talvez seja
A solução
Assim
Não precisará
Trabalhar…
Afinal,
Vive com
Dor nas costas
E a culpa é o pé chato
Que herdou de você!

Já falei
Com meu amigo Antonelli
Ele se casará com
Soledade…
O quê??
Grita a mãe
Ela é pobre de dar dó
Assim vai ter
Que trabalhar

Deixa mãe!!
Interfere Arturo
Ainda
Caindo de sono
Devido
A noitada
De bebida e orgia
Se ela lavar
Minha roupa
E fizer minha comida
Tá bom!

O pai raivoso
Responde:
E quem vai
Comprar a comida!
Ah!! Pai!
Isto não é problema
Meus amigos
Me disseram
Que as terras
Da finada Germana
Estão à venda
Eu compro
E arrendo

Com que dinheiro?
Pergunta Gaspar
Já sem paciência!
Com a herança
Que vovó me deixou
Ela me disse:
Arturo,
Assim que você se casar
Sua mãe te dará
A gorda herança
Que te reservei
É verdade
Ou não é?

O casal
Se entreolhou espantado
E a mãe balbuciando
Respondeu:
É a mais pura verdade!
Então está tudo
Resolvido
E me deixem
Dormir mais um pouco
Afirmou o beberrão

Soledade
Tadinha
Moça trabalhadora
E fiel
Sofreu o pão
Que o diabo amassou
Lavou roupa
Plantou
Cozinhou
Cuidou da filha doente
E ainda
Por cima
Aguentou o beberrão
Por longos treze anos
Mas o Pai sempre
Premia
Os que possuem
Fé e fibra

Hoje,
Ela recebe
Os méritos
Por uma vida
Tão difícil
E íntegra
Tem um marido exemplar
Filhos trabalhadores
Amigos sinceros
E acima tudo
É cercada
De muita luz
Emitida por nós!

Poeta Estelar


O texto abaixo é parte integrante  do Livro “A Caminho da Redenção”, da autoria de Dez Espíritos de Luz Amigos, entre eles Padre José Maria Xavier e Aimanon Constantinus Crione. Recebido através dos grávitons que permeiam o Universo pela Médium Cristã Elza Horai.
“A sexta vida se passou na Itália, em Milano, por volta do ano 1112 DC. A família de Soledade era muito pobre. Seu pai, Antônio José Antonelli tinha doze filhos e não admitia prosseguir cuidando das filhas após completarem doze anos e as obrigava a se casar para que não dessem mais despesas. A Soledade dizia que ela lhe devia um ano de alimentação, pois era desajeitada e ninguém se interessava por ela, por isso, quando seu primo Gaspar mostrou interesse de arrumar uma esposa para seu filho Arturo, Antônio logo pensou em sua filha, que segundo sua opinião, já passava da idade de se casar e ficaria solteira se ele não agisse rápido. Ele praticamente a obrigou a aceitar, o casamento foi realizado, sem que sua vontade fosse ouvida, sentia repulsa por Arturo; pois este, apesar de ter apenas quinze anos, já bebia e tinha atitudes rudes e muita resistência em trabalhar. Este, viu no casamento, a saída de escapar das imposições de seu pai para que trabalhasse e cultivasse hábitos saudáveis e também a oportunidade de receber a herança que sua avó materna havia lhe deixado.
Dos doze filhos do casal, Antônio e Olga Antonelli, apenas duas eram meninas, Soledade e Cristina. Esta, com doze anos quando a irmã se casou com Arturo. Só ela acompanhou a angustia de Soledade por ter que obedecer seu pai. Olga pouco se importava com os filhos, em especial as filhas, lamentava ter tido apenas duas, pois outras meninas, significariam mais braços para auxiliá-la nos serviços domésticos, aos quais abominava. Após o casamento da irmã, Cristina, em face de uma depressão profunda, suicidou-se, atirando se no rio. Todos creditaram a um acidente, mas Olga e Soledade sabiam que não era verdade.
Esta foi uma vida de muito trabalho e sofrimento para Suzana, ela trouxe ao mundo cinco filhos, dois meninos, Roberto e Rafael, e três meninas. Rita, a mais velha, Norma a caçula, e Lizete, que nasceu com uma deficiência cardíaca grave e viveu apenas três anos. Rita cuidava muito de Norma e Lizete, penteava seus cabelos e lhes dava leite e frutos, enquanto sua mãe trabalhava na lavoura e lavava roupas para sustentar a família numerosa. Seu marido vivia entorpecido pela bebida, não ganhava o suficiente para sustentar os cinco filhos, e mesmo assim, se sentia injustiçado por ter que suportar o choro de Lizete, que devido sua deficiência não conseguia respirar normalmente e a falta de ar, a fazia chorar noite e dia.
Soledade foi uma mulher de fibra, esta vida foi muito penosa para seu corpo e seu espírito, que não conseguia se libertar das amarras impostas pela sofrimento. Até o nascimento de Rita, pensou inúmeras vezes em tomar a mesma atitude de Cristina, mas a crença em um Deus amoroso e protetor, sempre a impediu. Depois que ganhou a primeira filha, decidiu fazer de seus filhos o motivo de sua existência, não mais se preocupou com a conduta repreensível de Arturo. Soledade cuidava da casa, dos filhos, de Lizete, cozinhava, trabalhava na lavoura e ainda lavava roupas para aldeões que trabalhavam na construção de um dique que represaria a água do rio para facilitar a irrigação das plantações.
Rita, sua filha mais velha, era a mesma Armanide de vida de Constantinopla, a menina de olhos azuis e cabelos cacheados. Nesta vida, novamente acolhida e amada por Suzana. Norma foi um espírito que iniciava sua trajetória junto à Família Silva, e que foi responsável, para que neste Século XXI, todas estas histórias pudessem ser revividas e transcritas para o papel, deixando para as gerações vindouras, exemplos de atitudes de amor e solidariedade advindas do íntimo desta Grande Família.
Arturo Molina desencarnou jovem, aos vinte e oito anos, foi assassinado por um agiota que havia lhe emprestado dinheiro e cuja dívida foi ignorada por ele. Nesta ocasião, Rita tinha doze anos e Roberto onze. Soledade, auxiliada por seus irmãos, conseguiu pagar a dívida e a partir daí, se viu livre de Arturo, mas mesmo assim, ele continuava ligado a família, obsediando seu filho Rafael, que aos treze anos, se entregou à bebida e prosseguiu a vida seguindo os passos de seu pai. Roberto e Rita foram os grandes amigos e protetores desta mulher valente, que resistiu à vida madrasta até os quarenta anos, quando uma tuberculose fulminante a levou para o mundo espiritual.
Nesta encarnação, Arturo foi um espírito totalmente desiquilibrado, era um médium de muita capacidade e se deixou levar por energias escusas que acabaram por aprisioná-lo por séculos a fio, até cruzar-se novamente com Soledade na décima terceira vida, mas em situação absolutamente diversa. Nunca mais obteve permissão para ter filhos, pelo contrário, muitas vezes foi filho de pais austeros e desleixados nos cuidados materiais e espirituais. Na última vida conseguiu resgatar muitos erros de outras vidas. Hoje, ainda desencarnado, faz coro com o restante da família, colocando em prática todo o conhecimento angariado como Sacerdote Cristão. Detalhes desta etapa de vida terrena de Arturo Molina serão descortinados no último Livro da trajetória da Grande Família no Amor.”

 

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