Jerusalém

O muro
Que cercava
A cidade
Impedia
A visão dos
Viajantes
A vida seguia
Aguardando
A chegada
Do enviado de Deus!

As crianças
Brincavam
As ovelhas
Baliam
As galinhas
Ciscavam
As amoreiras
Carregadas
Pareciam
Lágrimas
De desespero

Tudo
Transpirava
Tranquilidade
Mas nada
Era real
Algo no ar
Indicava
Que algo terrível
Apressava-se
Em de desenhar

Canções de Amor
Eram entoadas
Pelos querubins
Preparando
O povo
Para o derradeiro
Momento

Mas o bravo
Enviado
Prosseguia
Caminhando
Entre os doentes
Curando
As feridas
Afagando
Os idosos
Beijando
As crianças
Fazendo
Milagres…

O perigo rondava
Mas ele insistia…
Pregar o Amor
Era o objetivo
Então
Seria atingido
Ressonasse
O martírio
Custasse a vida

O sol se pôs
O corpo exposto
Jazia sem vida
O povo aplaudia
Os carrascos
Lamentavam
O Espírito
Daquele
Que pregou
O Amor
Subiu aos céus
E de lá
Observa
O povo
Arrependido

O sol rompeu
Trouxe o
Terceiro milênio
O jovem mártir
Prossegue
Pregando o Amor
O povo
Enganado
Grita!
Pedindo sua volta
Mas…
O que esta feito
Esta feito
Ele jamais voltará!

Pelo menos
Não como
Os falsos profetas
Afirmam…
Para os crentes
Verdadeiros
ELE
Jamais se foi
Toda noite
Passa
Por suas casas
Para um abraço
De luz!

E o apocalipse?
Ele permitirá
Tanta dor?
Alguns dizem
Que o fogo consumirá
Sem piedade
Todos os ímpios!
Mas o que
O jovem mártir
Diz sobre isso?

A afirmação
É a mesma
De dois mil
Anos atrás:
Amai vos uns aos outros
E ao próximo como a ti mesmo!

E eu esclareço:
O Amor é a Salvação
Afinal, Deus
O Pai
É Amor
E o filho nem se fale
Amor…Amor…Amor…
Mas as dúvidas
Persistem…
O que fazer
Para nos redimir
De vidas tão toscas?

E o filho afirma:
Ninguém sofrerá
Se todos se unirem
Em prol do
Amor Universal
É ele que elevará
A categoria do
Planeta Terra
E este…
Deixará
De ser escola primária
Para se tornar
A Universidade dos graduados

Só neste dia,
A tarefa pedida
Será completada
O Filho Bendito
Poderá finalmente
Descansar sossegado
Pois os irmãos terrenos
Não mais precisarão
Aprender a Amar
Pois
O Amor será finalmente
A única linguagem
Do povo Bendito!

Poeta Estelar


O texto a seguir faz parte do conteúdo do Livro “A Caminho da Redenção” elaborado por Dez Espíritos de Luz, entre eles Aimanon Constantitus Crione e Padre José Maria Xavier. Recebido espiritualmente pela Médium Cristã Elza Horai. Para melhor entendimento deste texto e da Poesia acima, sugerimos aos internautas que estão acessando este blog pela primeira vez que leiam os posts referentes as poesias “Família” e “Lentas Conquistas”.
“A próxima vida se passa por volta do ano 30 DC. Faltavam poucos anos para que aquele jovem plebeu, de olhos serenos, cabelos longos, barba por fazer, retornasse ao convívio de seu amado Pai.  O catolicismo emergia em todos os cantos por onde Jesus passava e pregava as palavras que se tornariam a linguagem dos Cristãos. Em toda Judéia, o povo o aplaudia e seguia seus ensinamentos, a Galileia, tornou-se o palco das concepções do Grande Deus. Cada Cristão que se convertia aos ensinamentos de Jesus Cristo, era uma nova voz a se destacar da multidão, pregando o amor e a igualdade entre todos os homens.
A antiga família Crione não poderia deixar de participar desta horda de novos cidadãos que carregava o cerne do Deus único. A reencarnação de todos foi uma Determinação Divina, cada membro da antiga Família de Constantinopla, politeísta ou não, esteve encarnado neste período. Uns nasceram antes do desencarne do Salvador, outros depois, mas cada um deles participou deste período nascente, sempre colaborando de acordo com o amadurecimento de cada um.
Aimanon nasceu em Jericó, era filho de Tertuliano e Isabel, dois médiuns cristãos, que esconderam seu filho dos desmandos de Herodes, que determinou que todos os primogênitos homens deveriam ser mortos porque buscava eliminar o filho de Deus que segundo relato dos magos da época, viria ao mundo para salvar os homens. As famílias defendiam-se como podiam, escondiam os meninos de menos de dois anos, vestiam-nos como meninas. Tertuliano, ao saber que Isabel dera à luz ao menino tão esperado, após ser pai de seis meninas, colocou-o em um cesto e na calada da noite o tirou de Jericó, entregando-o para ser criado por sua mãe em Nazaré. Naim retornou ao convívio de sua família quando já tinha dez anos, nesta época, mais três meninos haviam nascido: Jonas, Carlos e Nilo. Naim muito mais velho, se tornou amigo e protetor dos três irmãos. Cedo aprendeu o oficio de seu pai, que era ferreiro. Casou-se aos dezesseis anos com Luiza, filha de José.
Enquanto isso, parte da família Silva nascia em Jerusalém, inclusive Suzana; seus filhos Armanide e Laila; seu primo Minélus; seus cunhados Catarina, Lucius, Claudia e seu marido Artur, o Sacerdote. A família era próspera, possuía muitas propriedades e tinha muito prestigio na cidade, formou-se a partir de Tibério e Valéria. Viviam bem, tinham uma enorme casa, onde frequentavam sacerdotes e mercadores – eram membros da elite, com muitos privilégios que desdenhavam e ensinaram seus filhos a fazerem o mesmo. O casal trouxe ao mundo, oito filhos, sendo José o mais velho e Adélia a caçula, que nasceu dois anos após a morte do Messias. Adélia nunca se afastava de José, o irmão mais velho, que por sua vez, não media esforços para agradá-la.
Quando a caçula fez cinco anos, toda a família se mudou para Éfaso, e foi lá, que Adélia – já maior – conheceu Maria de Nazaré e muitas vezes foi a Casa do Caminho, acompanhada de José para auxiliar nos cuidados aos frequentadores da Casa. Escutava histórias sobre o filho daquela mulher miúda e extremamente bondosa e se encantava, começou a estudar as palavras daquele ser de luz que não havia conhecido, mas que já deixava marcas indestrutíveis em seu coração. Na nova cidade, Adélia prosseguia acompanhando seu irmão a todos os lugares, iam frequentemente a casa de Tobias – um grande amigo de José – e sua mãe. Rania se afeiçoou ao jeito meigo e carinhoso da menina, sempre dizendo que quando crescesse queria aprender a tecer e costurar como ela, por isso, a mãe de José, sempre a colocava em seu colo e pedia que a auxiliasse a enrolar grandes novelos de lã de carneiro que ela tecia com o auxílio de uma rudimentar roda de fiar feita através das mãos de José, o pai de Jesus.  Tobias, foi o grande companheiro de infância e juventude de Adélia.
Quando José se casou e partiu de volta a Jerusalém, Adélia já tinha doze anos, seus pais se preocuparam muito com a tristeza que se abateu sobre a menina e a insistência em se negar a se casar. Naquela época, era comum as meninas se casarem na mais tenra idade. Para não contrariá-la, seus pais não a pressionaram. E esta, foi uma das poucas vidas que Suzana não exerceu a maternidade, permaneceu solteira, morando na casa de seus pais, até o seu desencarne no ano 52 DC, aos cinquenta anos de idade. Sua vida se resumiu a transmitir os ensinamentos do Cristo, a orar, praticar a caridade e trazer para o seu convívio, inúmeros amigos agradecidos por seus préstimos.
Naim mudou-se para Efaso, a convite de seu grande amigo Tobias, em Jericó passara a maior parte da juventude. Com o desencarne de Luiza, sua jovem esposa, decidiu partir. Sentiu deixar novamente sua família, mas algo lhe dizia que se Deus não permitiu que seu filho sobrevivesse e nem Luisa, de uma gravidez tubária; era porque, não seria em Jericó que estava sua felicidade. Desejava muito constituir família e deixar muitos descendentes, assim como seu pai.
Conheceu Tobias e Rania em Nazaré, eram vizinhos de sua avó. Era a mãe de Tobias que cuidava dele, enquanto Alice, trabalhava na plantação de grão-de-bico. Como Rania preparava novelos de lã de carneiro para serem vendidos no mercado da cidade e fazia isto em casa, se ofereceu para cuidar do garoto.  Quando Naim voltou a viver em Jericó com seus pais, Tobias e Rania mudaram-se para Éfaso para cuidar de Judite, mãe de Rania, que havia sofrido um derrame e precisava de cuidados. Estava armado pelo destino o novo encontro entre Aimanon e Suzana, os dois amigos de Tobias – Naim e Adélia – fatalmente se encontrariam em sua casa. Todos os encontros e desencontros, inclusive a interação de outros membros da Família Silva que nasceram em famílias diversas, tanto em Jericó, como Jerusalém e Éfaso, será narrado em detalhes no Livro referente a quinta vida : “Jerusalém: Sob as bênçãos do Salvador”.”

 

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