Não Liga

Ligar ou
Não ligar
Eis a dúvida
De Tininha…
Ontem,
Foi preterida
Pelo namorado
De inicio
Pensou em se matar

Depois,
Pensando bem
Decidiu:
Nem ligo
Para aquele ingrato
Vou é
Arrumar um
Novo namorado

E assim foi…
Mas a cabeça
Não parava
De pensar
No ingrato
Que a deixou
Falando sozinha
No dia de
Seu aniversário

Ah!!
Com o tempo passa!
Se conformava Tininha
Mas,
Um mês
Dois meses
Três meses
E nada!
Toda noite
Sonhava com ele
Todo dia
Pensava nele

Até que um dia
Conheceu um
Belo rapaz
Porte de galã
Muito bem vestido
Estudante de Direito
E então,
Tininha confidenciou
Para melhor amiga
Agora esqueço
Aquele estrupício

Mas…
Depois do segundo encontro
As esperanças se foram
Chegou até a chamar
O novo namorado
Com o nome
Do antigo
Que coisa!!!
Parece que
Estou enfeitiçada
Concluiu Tininha

Sem opção
A moça desistiu
Do galã
E voltou para a
Tortura de sempre
A partir daí
Tomou outras providências:
Fez promessa
Consultou um psicólogo
Matriculou-se em
Um curso de meditação
Tanto fez
Que um dia declarou:
Ufa!! Fazem dois dias
Que não penso
Naquele ingrato
Acho que tô curada!

E eis que toca o telefone
Alô! É você Tininha?
A garota ficou paralisada
Mas finalmente disse
Com voz de poucos amigos
Quem está falando?
Sou eu, se esqueceu?
Pedi para você ligar
E você não ligou

Tininha parecendo
Não ter entendido
Falou com aspereza
Como assim?
Você não disse nada disso!
Falou que
Queria dar um tempo!

O rapaz
Demonstrando calma
Completou
Precisava viajar com
Meus pais
E você nem deixou
Eu terminar de dizer
Assim que falei
Preciso dar um tempo…

Virou as costas
E foi embora
Gritei: Me Liga!
E estou esperando
Até agora
Por isso te liguei
Podemos recomeçar?

Tininha parecia furiosa
Gritou:
Você é um mentiroso
Me deixou falando sozinha
No dia do meu aniversário!!

Bem,
A história acaba por aqui
Há uma explicação
Para um fato
Onde apenas duas pessoas
Estavam presentes
E cada um
Entendeu de
Uma maneira diferente?

Sim,
E a resposta é:
Paixão!
Tininha estava apaixonada
E assim que ouviu
A frase fatídica:
Preciso dar um tempo!
Ela ficou surda
E tudo o que o rapaz
Falou depois disso
Passou despercebido
A não ser a palavra
“Ligar”
Que durante todos
Estes meses
Martelou em sua cabeça:
Ligar?
Nem ligo para
Aquele ingrato!!

Desta vez
Tudo acabou bem
Tininha aprendeu a lição
Nunca mais
Colocou a carroça
Na frente dos bois

Mas…
Isto é lenda ou
Acontece mesmo?
Muito mais
Do que imaginamos…
Todos os dias
Equívocos de toda ordem
Se devem
A ouvidos que
Se recusam a ouvir

É comum alguém dizer:
Falei para fulano e ele
Me disse que não falei
E isso se deve só
…a paixão?
É claro que não
Se deve a ansiedade
A pressa
Ao acúmulo de atividades
Às vezes
O ouvido é seletivo
Só ouve o
Que quer ouvir!
E este é o principal
Motivo
Ouve-se muito
Aprende-se pouco
Ou melhor
Não se aprende nada

É impossível
Que nunca se tenha
Ouvido falar
Em ser bom
Em ser caridoso
Em ser educado
Em ser alegre
Mas o que se vê
Nas atitudes
Da grande maioria
Dos encarnados
Dos dias de hoje é
Algo bem longe disso

E como resolver isso?
É acreditar em uma
Premissa preciosa:
A vida é bela e simples!
E seu objetivo
É o crescimento!
Pronto
Se é bela
Vamos ser felizes
Se é simples
Vamos parar de correr
E se o objetivo
É o crescimento
Vamos ouvir e aprender
Pois sem isso
É impossível saber
O que se tem que fazer…
Para crescer!!

Poeta Estelar
by Elza Horai


 

Ouvidos para Ouvir

Considerando-se a loucura que é a vida moderna, é compreensível que não se tenha tempo para ouvir, ou melhor, para ouvir e reter o que se ouviu. O mesmo se aplica a leitura ou mesmo discorrer sobre um fato que foi vivenciado. No momento que se captou a informação a mente já começa a trabalhar no sentido de separar aquilo que é do seu interesse. Porque isso? O motivo é muito simples, em primeiro lugar, é que o bombardeio de informações é tão grande que é impossível reter tudo que se vivencia, mas o interessante é que a mente escolhe aquilo que já é familiar, desprezando novos aprendizados, independente se são ou não informações que irão agregar conceitos importantes para o crescimento do indivíduo.
Em segundo lugar, o novo representa um terreno desconhecido e também pode representar algo muito mais adequado e convincente do que algo que já se sabe, mas a atitude mais comum é se esquivar. Por exemplo, a crença indubitável que a reencarnação não passa de invenção de pessoas que querem desestabilizar esta ou aquela crença religiosa é um conceito que está enraizado em muitas mentes terrenas. Não existe argumento que derrube tal atitude, por mais que se explique, mostre, compare, esmiúce, prove, os ouvidos se fecham, as feições endurecem, as mãos crispam. E sabem porquê? O motivo é tão obvio que nos faz duvidar que nunca ninguém tenha pensado nisso. Estes indivíduos são aqueles que tiraram dos livros da Antiguidade todas as referências sobre a reencarnação, com a intenção de venderem a salvação das almas. Inventaram os milagres, as confissões e todos os castigos direcionados àqueles que não agissem de acordo com traçados pré-estabelecidos por eles. Uma nova oportunidade de viver neste Planeta representa que a força Divina está no comando e não “homens como todos os outros”.
Este é um pequeno exemplo, mas existem milhares, todos calcados na premissa que a negativa de se abrir para o novo é um artificio de se prosseguir ruminando aprendizados adquiridos em vidas pretéritas. Isto é tão certo como a reencarnação.
Temos certeza que todos os habitantes do Planeta Terra estão com a sensação que algo está ar, e é verdade, mas é algo que não se relaciona com política, nem mudança climática, nem cataclismos relacionados com antigas predições. O que todos estão sentindo é que estamos em pleno Juízo Final, a separação do joio do trigo está em andamento e absolutamente ninguém será excluído deste momento, nem encarnados, nem desencarnados. Chegou a hora de abrir os ouvidos, os olhos, a mente, mudar o que está em desalinho e crer na Lei mais justa que nosso Pai nos presenteou: A Reencarnação!
Aimanon

 

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