A Mãe do Ano

Como aí
Nós aqui
Costumamos
Nos reunir
Anualmente

Ou seja,
Um congraçamento
De mentores
Elege os encarnados
Que melhor
Aproveitaram
A oportunidade
De melhorar-se

Mães
Pais
Irmãos
Amigos
Avós
Primos
Concorrem…

Todos que
Mantêm
Uma relação
Próxima
E fizeram
A diferença
Na vida
De alguém

E o prêmio?
É o direcionamento
De muita energia sutil
Que leva
A acontecimentos
Inacreditavelmente
Maravilhosos

Bem…
Isto é só
Uma brincadeirinha
Mas se de fato
Este concurso
Existisse mesmo
Tenho certeza
Que a mãe do ano
Seria uma fortaleza
Que vamos chamar
De mãe Arequipa
Isto porque
Ela já viveu
Naquela cidade
Incrustada
No Sul do Peru

Mas não só por isso
Ela absorveu a energia
Daquele lugar
Cercado por uma
Cadeia rochosa
Onde se sabe
Três vulcões
Compartilham
O dia a dia
Com os moradores
E ajustes tectônicos
Ocorrem
Com muita frequência
Ou seja,
Os temidos terremotos

Mas algo não se encaixa…
O que tem a ver
Arequipa com
A mãe do ano?
A não ser ter sido
Seu berço
Na época dos incas?

Se algum dia
Tiverem a oportunidade
De ir até lá
Conhecerão um povo
Gentil
Hospitaleiro
E sobretudo
FELIZ!

Morando em um local
Tão hostil?
Sim…
Eles transformaram
As dificuldades
Em exemplo de
Força
União
Superação
Exatamente como
Deus Pai
Espera de seus filhos

E a mãe Arequipa
É exatamente assim
Apesar de hoje
Não morar mais lá…
Mas ainda carrega
A determinação
Que aprendeu com
Seu povo
E outras características
Que ao longo das vidas
Foi absorvendo de
Amigos e familiares
E em especial
De sua lucidez

Aposto que já estão curiosos
Para saber quem ela é
Mas como sempre
Não vou dizer seu nome
Muito menos
Como a conheci
Talvez as próximas linhas
Sejam  uma pista
Para quem a conhece

Mas jamais se esqueçam:
O que importa
É o contexto
E não o texto
Ou melhor dizendo:
Aqueles que não
Agem como ela
Procurem no contexto
A essência desta mãe
E se espelhem nela!!
Independente
Se ela se chama
Arequipa
Ou
Paris

Tudo gira em torno
De uma grande missão
Ser mãe de um
Menino especial…
Como todos sabem
As missões são
Pré acordadas
Com o Pai

E esta é uma
Missão sublime
Receber em seu lar
Alguém que

Não se comunica
Como todas as
Outras crianças

Não se locomove
Como todas as
Outras crianças

Não aprende
Como todas as
Outras crianças

Não interage
Como todas as
Outras crianças

Que será totalmente
Dependente dos outros
Até o fim de seus dias
Diferente
Das outras crianças

A mãe Arequipa
Não se envergonha
Do filho que tem
Aliás o “expõe”
Com alegria
E certeza que
Seu espírito
Vibra sutilmente
Até mais que o seu

Preciso explicar melhor
A palavra “expõe”
Pode gerar
Muita controvérsia
Aliás, é isso
Que ouvimos todos os dias
Dos parentes
Dos amigos
Dos desconhecidos

Porque expor
Este menino desta maneira?

Porque preciso
Ser lembrada a todo momento
Que ele é assim?

Porque ela não vai
Cuidar do outro filho
Que é normal?

Porque  ela não esconde
Este deficiente?

Mas a mãe Arequipa
Nem aí!
Entra dia,
Sai dia
E lá está ele
Lindo!!
Nadando
Interagindo
Brincando
Passeando
Cortando o cabelo
Com as feições
Demonstrando
O quando é feliz!!

E não pensem
Que que a mãe Arequipa
É desiquilibrada
Anormal
Ou coisa assim…
Ela é uma das
Pouquíssimas
Pessoas
Que usam
A tecnologia
Como deve ser…
Um canal de compartilhar
Vitórias
Amor
Sabedoria
E principalmente
Auxiliar
Os arrogantes de plantão!!

E viva,
A Mãe Arequipa!!
Se todos os meninos
E meninas especiais
Aos olhos míopes
Dos mortais…
Tivessem uma
Mãe como essa
Com certeza
O Planeta não estaria
Neste grau de estagnação
Que vemos daqui!!
E novamente…
Parabéns mãe Arequipa!!

Poeta Estelar
by Elza Horai


 

Deficiente? Como assim?

A velha ladainha que Deus dá conforme o merecimento, neste caso, não se aplica. Espíritos evoluidíssimos muitas vezes renascem em lares cujos pais também tem merecimento e são convocados pelo Alto para dar exemplos de conduta correta, mas tudo isso, acertado com antecedência e aceito por todos os envolvidos. Outras vezes, é sim um ajuste energético com alguém que se desprezou em outros momentos da evolução, mas nunca castigo ou o que quer que as línguas terrenas ousam proferir.
Ninguém em sã consciência e que acredita em um Deus bondoso e misericordioso jamais aceitaria que alguém afirmasse que ele pune entregando filhos deficientes a um casal como forma de algum tipo de castigo. A Lei de Ação e Reação é sábia devolve a quem proferiu palavras equivocadas em forma de acontecimentos totalmente associados com tal atitude, mas, e o espírito que habita o corpo deficiente? É um reles instrumento de punição? Evidente que não. No caso da Poesia “A Mãe do Ano”,  tenham certeza absoluta que muitos pais e mães que tratavam seus filhos com discriminação e os escondia dos olhos de amigos se tornaram mais lúcidos com relação a aceitar esta missão preciosa, isso, graças a uma mãe, um pai e um irmão que entenderam que além de melhorar-se, a vida terrena deve ser um espelho de exemplos para que os mais atrasados se mirem e consigam prosseguir em direção ao crescimento.
Alguns casos se reveste da bruma da arrogância, achar que o “castigo” não é merecido e se voltar contra aquele que só deseja cobrir seus filhos com o manto do amor, Deus. Os filhos, ditos deficientes sentem a falta de acolhimento e se perguntam: Se me aceitaram, porque agora me rejeitam? E assim, o tempo terreno se encurta e o espírito volta aos braços do Criador para que na próxima oportunidade, pais que realmente assumam a responsabilidade de conduzir o presente Divino sejam escolhidos.
Este é um mecanismo muito complexo, difícil de ser elucidado em poucas linhas, mas a síntese do que desejamos ensinar é: Filhos que carregam qualquer tipo de deficiência, são frutos de uma parceria de amor, entre o Pai Celeste e o casal que os aceitou. Após o aceite, a trajetória é uma só, cumprir o que se propôs.
Aimanon Constantinus Crione
by Elza Horai

 

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