Prosseguindo Alegremente

É difícil
Compreender
Que alguém
Possa ser

Absolutamente
Feliz

Cada dia
Que passa
É uma ode
De Amor
A Deus!

Sem delongas
Podemos dizer
Que pessoas
Assim

Não são
Difíceis
De encontrar

Basta prestar
Um pouquinho
De atenção…

Se tem
O olhar sereno

As mãos ágeis
Para auxiliar
Quem quer
Que seja

Não sente
Preguiça
De mostrar
A todos
Que o trabalho
Bem feito

É a maior
Recompensa
Que a saúde
Pode nos dar

Se canta
Sem ter
Um motivo

Se enxuga
A lágrima
Do irmão

Se pede a Deus
Proteção
E amparo
Para todos…

E aí?
Identificaram
Alguém
Que pertence
Ao seu grupo
De Amigos

Ou algum
Familiar
Querido?

SIM!!
Pois é,
Viu como
Esta pessoa
Existe?

E pertinho
De você
Então…

Mais fácil
Aprender
Com ela
Qual o caminho
Da felicidade!

NÃO!!
Sinto dizer…
Você tem
Que repensar

Quem está
Escolhendo
Para te acompanhar

Todos
Que não
Se enquadram

No perfil
Que acabamos
De traçar

Tem algo
Fora do lugar

Ou é medo de
Ser feliz

Ou é ingratidão
E falta de lucidez

Ou é ignorante
Quanto ao
Motivo
De estar aqui

Então,
Repense!

Quem sabe
Você não
Pode ser
O primeiro

E ensinar
Todos
Os outros

Como prosseguir
Alegremente!!

Poeta Estelar
by Elza Horai

Serenando

Cai o sereno no campo, salpicando de orvalho as flores que se preparam para saudar o sol da manhã.  Os pintassilgos recolhem seu canto para que o alvorecer chegando possam emitir seu afinado trinado de amor. As luzes se apagam acompanhando o sono da criançada. A Lua brilha soberana no céu estrelado. Daqui a algumas horas a vida reinará em todos os recantos. As flores, os pintassilgos, as crianças, brilharão com todo o esplendor que emana das Criações do Senhor.
Mas por que um pontinho de tristeza se faz destacar neste cenário iluminado? Se colocarmos um olhar mais apurado neste sentimento veremos que nem de longe foi algo projetado por Deus e seus auxiliares. Quem o colocou aí para desfocar este cenário de luz, de alegria, de confraternização entre a natureza e os filhos queridos?
Entrando na casinha de onde se origina o pontinho desfocado, veremos que nasce em um coração… Ora, mas por que será que alguém pode carregar algo tão diferente de toda aquela Luz que vemos lá fora? Pergunta a ser respondido pela própria dona coração.
– Meu marido morreu e me deixou com seis filhos para criar, não tenho forças para nada!
Que resposta mais triste, até meu coração deu uma titubeada e captou um pouquinho de tristeza. Me recompondo, pergunto novamente.
– Cada um de seus seis filhos precisa de você, que tal repensar esta tristeza?
Ela me olhou indignada, senti que a tristeza se transformou em algo piorzinho, talvez uma raivinha. Me respondeu de supetão.
– Vai o senhor cuidar de seis filhos sozinho!!
Ela me pegou de jeito, aliás, fiquei sem jeito. Afinal, não tenho experiência em cuidar de crianças, mas me recomponho rapidinho.
– Senhora, sinta a alegria que pulsa lá fora!
De olhar enviesado, tez endurecida, falou bem baixinho.
– Deus se esqueceu de mim!
Falou de Deus, agora sei tudo, respondi ligeirinho.
– Nada disso! Sempre tem uma saída, Deus quer mesmo que a senhora se esforce para encontrar uma solução…
Neste momento, entra o menino mais velho, como se não me enxergasse, disse pra mãe:
– Tem um homem lá fora que  quer falar com a senhora!
Ela saiu em disparada, sem ao menos me dizer até logo. Eu fui atrás e ouvi sem querer o que ele disse.
-Eu sou um enviado do antigo patrão de seu marido, ele me pediu que lhe entregasse isso.  Estendeu um envelope e se foi.
Lá fora mesmo, ela abriu o envelope com as mãos trêmulas, e leu:
– Prezada senhora, eu sei que passa por um período muito difícil, por isso gostaria que aceitasse um pequeno auxilio.
Dentro do envelope tinha algumas cédulas de dinheiro. Ela pegou, contou, disse:
– Só isso!! Meu marido se matava de trabalhar e ele me dá essa mixaria?
Bem, o pontinho de tristeza se transformou em uma nuvem de energia ruim que com o tempo envolveu seu corpo, sua casa… as crianças cresceram rapidinho e foram embora.
Um belo dia, já idosa, sozinha e doente, ela saiu para o quintal, olhou atentamente as árvores, colheu flores, ouviu o canto dos pintassilgos. Sorriu. Lembrou-se de um certo alguém que a muito tempo atrás lhe disse  para sentir a alegria que pulsava naquele lugar.
– Mas agora não adianta mais nada, o fim está próximo! Retrucou.
E eu, não aguentei, me aproximei, falei:
– Se a senhora tivesse agradecido aquele dinheiro que gentilmente caiu em suas mãos, esta energia que sente agora teria envolvido sua vida, e hoje, tudo seria diferente.
Ela arregalou os olhos, tentando me ver, mas é claro que não conseguiu, da outra vez estava em desdobramento, seu Espírito clamava tanto por uma saída que Deus me pediu para dar uma mãozinha, mas escolhas são escolhas…
Na próxima vida, quem sabe, ela não vai mais querer a companhia da tristeza, por menorzinha que seja.
Poeta Estelar
Membro da Plêiade do Amor Universal
by Elza Horai
Minha mãe Elza Suzuki, responsável por eu ter dito SIM a pergunta do Poeta Estelar. afinal ela se encaixa direitinho na descrição da poesia,  a  começar  pelo  olhar sereno, oitenta  e  nove anos cuidando  das flores, dos animais e nos ensinando a amar todos os dias. Prossegue alegremente por longos oitenta e nove anos desta  encarnarnação,  enfrentando  obstáculos,  trabalhando, ensinando, aprendendo, perdoando e orando para que todos sejam abençoados por Deus!

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