Alegrias Perenes

Liga a professora
Pedindo
Prá mamãe
Ir até a escola
Do garoto 
Traquinas
Uma conversa
Rotineira…
Mas a mãe
Como sempre
Pensou
No pior
Será que é suspensão
Será que é palavrão
Será que é um amigo
Será…Será…Será…

Naquela
Noite
Perdeu o sono
Incomodou
O marido
Com o mexe… remexe…
Na manhã seguinte
Grandes
Olheiras
Ar de profundo
Cansaço

O marido
Como sempre
Não deu
A mínima
Disse apenas:
Dona Tereza
Não falou
Que era rotina?
Então para
De se preocupar!
Nosso filho
É um garoto
Como outro
Qualquer

Mas a mãe
Estava tão
Nervosa
Que até
Tomou calmante
Antes de ir
Pra escola
Conversar
Com a professora!
Novamente
Mexe… remexe…
Agora no banco
Da secretaria…
Finalmente entra
Dona Tereza
Com uma pilha
De papéis
Na mão
Pediu que
Esperasse mais…
Que tortura!
Pensou a mãe
Impaciente

Meia hora depois
Eis que surge
A professora
Trazendo
Quase arrastado
Marquinhos
O menino
Bagunceiro
A mãe
Tremeu
Feito bambu
Em ventania
Dona Tereza
Aprumou a voz
Ergueu
O queixo do menino
Que olhava
Para baixo
Com o olhar perdido
Disse
Fala você!

Neste momento
Tudo escureceu
A mãe
Desmaiou…
Caiu
Com a cabeça
No chão
Foi aquela correria
Traz água
Passa álcool no pulso
E nada
Da mulher
Se recuperar…
Tiveram
Que chamar o pai…
Tranquilo
Como sempre
Levou a esposa
Pro hospital
Na confusão
Deixou o filho
Na Escola

E agora?
Pensou a professora
Vou ter que
Levá-lo para
Minha casa
A Escola
Já vai fechar
Mas este menino
É terrível…
Vou deixá-lo
Com o zelador!
Pensou mais
Um pouco
E concluiu:
Não posso!

E lá foi
Marquinhos
No carro
De D.Tereza
Observava tudo
Mas algo
O incomodava
Será que mamãe morreu?
Ao parar
No farol
Dona Tereza
Olhou para ele
Falou secamente:
Filho, sua mãe
Teve um piripaque
Por sua culpa!
O menino
Arregalou os olhos
O que será piripaque?
Acho que ela
Morreu mesmo…
Pensou o
Assustado garoto!

Cena corriqueira
Em uma vida corrida?
Quem sabe…
Uma vida sem nexo?
O menino
De sete anos
Bateu
No amiguinho
Também de sete anos
Porque ele
Insistia em chamá-lo
De burro!!
Prá que tanto
Carnaval
Por um motivo
Tão banal?

A professora
Exagerou…
A mãe
Exagerou…
E o garoto?
Assim que soube
Que a mãe
Não tinha morrido
Voltou a
Ser o mesmo
Menino levado
De sempre
E o pai?
Apesar
Do esquecimento…
Foi o único
Sensato
Nesta história!

Como já disse…
O professor aqui
Sou eu
Ou melhor
Como estudei
Na Cartilha
De Nosso Senhor
Vou olhar
Sob a ótica
Que aprendi…
Crianças são
Espíritos Serenos
Ainda não
Foram
Contaminadas
Pelos
Comportamentos
Sabidamente incorretos

Ah! Bater no amiguinho
Não está certo
Precisa ser repreendido!
Discordo
Precisa ser alertado…
Olho no olho
Uma só vez…
E se o motivo do ato
Lhe parecer justo
Como no caso
Acima
Nem isso!
Como assim?
Não ser repreendido?
Não ser alertado?
Vai se tornar
Um adulto
Sem limites…

E o sentimento
De justiça?
E o amor próprio?
Criança que
É castigada
Tentando
Defender o correto
Crescerá insegura
Complacente
Sem opinião….
Então
Não repreenda
Não exalte o
Lado falho
Do ato
Apenas explique
Não se bate
No amigo
Porque ele
É seu irmão!

Marquinhos
Com certeza dirá:
Mas ele me chamou
De burro!
Muitas vezes
As crianças
Deixam os pais
Aparentemente
Sem saída
Quando
Algo assim
Acontecer
Diga apenas:
O menino Jesus
Não bateria
Mesmo sendo
Chamado
Desta maneira
Pois ele sabe
Que bater
Não é a solução
Converse
Com seu amigo
Convença-o
Que é inteligente

E a professora?
Agiu corretamente?
Vocês sabem
Porque ela disse
Para mãe
Que era rotina?
Porque queria
Exaltar ainda mais
A traquinagem
Do garoto
Dizendo
Que ele tinha
Um comportamento
Rotineiramente
Repreensível!
Não preciso mais
Detalhar…
Humilhar
O menino
Diante da mãe…
Pensar em deixá-lo
No Colégio…
Dizer que
E ele era culpado
Por sua mãe
Ter passado mal…
Então a resposta é:
Professores são doadores
Não só de conhecimento
Como também de
Amor
Carinho
Respeito
Solidariedade
Se agiu
Sem considerar
Todos os quesitos
Listados acima
A resposta é:
Não agiu
Corretamente!

E a mãe?
Coitadinha…
E o pior
Que quase
Todas são assim…
Sofrem antes
Do tempo
Procuram pelo
Em ovo
Tomam remédio
Antes de refletir
Mas esta…
Assim que
Se recuperou
E soube o
Motivo
De tanta
Confusão
Pediu a Deus
Que a ajudasse
A criar seu filho
Com sabedoria!
Pronto!

Hoje
Marquinhos
É homem feito
Seguro
Sereno
Justo
Nunca mais
Bateu em
Nenhum amigo
Pois assim
Que sua mãe
Lhe disse:
Pedi a Deus
Para que me ajude
A te orientar
O garoto esperto
Lembrou-se
De tudo
Que aprendeu
No Catecismo!
Já sabia
Tudo que
Tinha que fazer

Peço perdão
Por este
“Belo texto”
Tão longo
E cheio de detalhes
É que quando
O tema
Diz respeito
A crianças…
…E professores
Me empolgo!!

Poeta Estelar

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s